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Prestígio no lançamento do livro sobre a trajetória de Gerson Harrop

Gerson Harrop Filho

Profissionais de veterinária e zootecnia das mais diversas gerações marcaram presença, na úítima quinta-feira, em torno do lançamento do livro “Gerson Harrop Filho – A medicina veterinária como razão de viver”, que conta a trajetória de vida e atuação do nosso atual secretário-geral que presidiu a entidade regional por quatro mandatos, de três anos cada, entre 1999 e 2011.

E foi bastante prestigiado o lançamento com a presença de familiares do biografado, autoridades, amigos e funcionários do conselho. O livro, editado pela Vedas edições e escrito pelo jornalista Arnaud Mattoso, tem 155 páginas. “Eu sentia a necessidade de prestar constas sobre este período importante da minha carreira profissional”, revela Gerson Harrop Filho.

No período em que este á frente do CRMV-PE, ele inovou na área tecnológica, promoveu a educação continuada, realizou congressos regionais, interiorizou as atividades da entidade, intensificou a fiscalização em frigoríficos e matadouros, entre outras ações em prol da categoria. “Foram muitas atividades ao longo de uma década e o livro detalha bem essa trajetória”, avalia Gerson.

A obra vem com apresentação da professora reitora da UFRPE, Maria José de Sena. O prefácio é do ex-presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda; a orelha e o posfácio dos filhos Eduardo e Roberta Vance Harrop. O livro está à venda na Livraria Jaqueira – ao lado da Praça da Jaqueira.

 

 

 

 

 

CRMV PE promove curso gratuito sobre Responsabilidade Técnica

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV PE) promoveu entre os dias 22 e 23 de março o primeiro curso de Responsabilidade Técnica da instituição em 2018. Com auditório cheio, o presidente Marcelo Weinstein Teixeira fez as honras da casa e abriu o curso, totalmente gratuito, apresentando aos veterinários e zootecnistas presentes os pontos que seriam abordados ao longo do encontro.

Entre os palestrantes do primeiro dia, Martha Pedrosa Souto Maior, auditora fiscal federal agropecuária, Vitor Netto Maia, da UFRPE/UAG, e Fernando Góes de Miranda, da Adagro-PE, que abordaram a responsabilidade técnica em eventos equestres, exposições, feiras e leilões pecuários.

Já no segundo dia, foi a vez de falar sobre responsabilidade técnica em hospitais, clínicas, petshops e também em casas agropecuárias e estabelecimentos afins, com o Dr. Durval Baraúna Júnior. Os médicos veterinários Marcelo Brasil e Gilson Buonora atuaram como mediadores do encontro.

O curso faz parte dos projetos educativos de capacitação profissional promovidos pelo CRMV PE.

 

CRMV PE e veterinários fazem alerta sobre esporotricose

Os médicos veterinários pernambucanos estão em alerta. Isso porque nos últimos dois anos, houve um aumento significativo dos casos de esporotricose transmitida por gatos infectados para humanos no Estado. E se antes o foco do problema estava concentrado no litoral, hoje já há disseminação da doença pelas cidades do interior. Uma situação de saúde pública que merece atenção imediata, pois é real o risco do problema se transformar em uma epidemia zoonótica, como aconteceu com o Rio de Janeiro entre 1998 e 2004, quando foram diagnosticados 1503 gatos, 64 cachorros e 759 humanos com esporotricose.

Para evitar o problema, o Conselho Regional de Medicina Veterinária – Pernambuco (CRMV-PE), através das comissões de Ética, Bio-Ética e Bem Estar Animal, Clínicos e Saúde Pública, se uniram a protetores e representantes de políticas públicas voltadas para o bem-estar animal para debater o assunto. Em reunião realizada na sexta-feira (17), com coordenação da médica veterinária Roseana Diniz, presidente da Comissão de Ética do CRMV-PE, foram debatidos os sintomas da doença, prevenção, as possibilidades de tratamento e também as formas de contagio. O encontro ainda resultou na elaboração de um documento coletivo com sugestões de políticas e ações que possam contribuir para o controle da doença no Estado. A ideia é unir forças de todos os lados envolvidos para evitar o crescente número de contaminação dos seres humanos, além de garantir aos animais infectados um encaminhamento adequado.

Entenda mais sobre o assunto com o vídeo da prof.ª Roseana:

 

CRMV-PE realiza solenidade de entrega de carteiras profissionais

Desde que iniciou os trabalhos, a nova gestão do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) já promoveu cinco solenidades de entrega de carteiras profissionais para novos Veterinários e Zootecnistas, quatro na sede do Conselho e uma em Petrolina. De acordo com o presidente Marcelo Teixeira, a ideia é promover constantemente esses eventos, realizados na sede do CRMV-PE, como uma forma de aproximar entidade e classe profissional, tornando a relação entre esses dois pilares mais próxima.

Além de receberem o documento, os profissionais ainda participam de um bate papo descontraído sobre o setor com membros da diretoria, o que passa por assuntos como oportunidades dentro da profissão, tendências do segmento, responsabilidade no uso da carteira profissional, ética e responsabilidade profissional e ainda informações sobre o RT.

“A solenidade de entrega da carteira é uma oportunidade dos profissionais verem e serem vistos. Também é uma forma do Conselho mostrar o que está fazendo e quais são seus próximos passos. Queremos trabalhar em parceria com toda a classe”, ressalta Marcelo Teixeira.

Marcelo Weinstein Teixeira é eleito novo presidente do CRMV-PE

Marcelo Teixeira durante a posse

O Conselho Regional de Medicina Veterinária – Pernambuco (CRMV-PE) está com nova diretoria. E quem assume o cargo de presidente da instituição para o triênio 2017/2020 é o médico veterinário Marcelo Weinstein Teixeira, professor, doutor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ainda compondo a mesa diretora, os médicos veterinários, com larga experiência na profissão, Nivaldo de Azevedo Costa, como vice-presidente; Gerson Harrop Filho, como secretário geral; e Grazielle Anahy de Sousa Aleixo Cavalcanti, como tesoureira.

“Sinto-me extremamente honrado em assumir o posto de presidente do CRMV-PE. Só posso dizer que agradeço a confiança depositada pelos profissionais. Estou ciente que a nossa responsabilidade de dar prosseguimento ao trabalho dos ilustres presidentes que nos antecederam é enorme. Temos uma grande missão pela frente e será uma honra poder trabalhar ao lado e por vocês”, diz o presidente.

Segundo Marcelo, renovar com experiência e união é o mote que move a diretoria em busca de novas conquistas para a classe profissional. E o grupo chega à mesa diretora com propostas ousadas, mas que atendem bem aos desejos do setor. Uma das medidas adotadas pela nova gestão será o aumento da fiscalização e combate ao exercício ilegal da profissão por meio da ampliação do quadro de fiscais e estabelecimento de estratégias que agilizem a apuração de possíveis irregularidades.

O presidente ainda se comprometeu em ampliar a interiorização do CRMV-PE levando cursos, eventos e treinamentos para as várias regiões do Estado. Marcelo quer criar também representações estratégicas espalhadas por Pernambuco para facilitar a integração e identificar os pontos que precisam ser reforçados. O fortalecimento da Zootecnia dentro do Conselho é outro ponto importante para a nova gestão, assim como uma maior interação com o ensino da Veterinária e Zootecnia no Estado. A ideia é de promover um contato mais estreito das escolas com o Conselho.

Outra medida já traçada pela diretoria é atender a uma demanda solicitada por muitos profissionais inscritos: a mudança do sistema de votação em eleições do Conselho. A ideia é criar a opção da votação online com o intuito de facilitar o processo dos pleitos e evitar o deslocamento ou multas aos profissionais

“Nosso objetivo é desenvolver um trabalho baseado no respeito e reciprocidade, na relação fraterna com todos. Queremos e saberemos ouvir nossos colegas. Por isso, vamos criar uma ouvidoria no CRMV-PE, que ficará à disposição para receber denúncias, dúvidas ou elogios dos profissionais e da sociedade”, afirma Marcelo.

Para o Conselho, a diretoria conta com um grupo formado por profissionais experientes, atuantes nas mais diversas áreas da Veterinária e Zootecnia, são eles: Amaro Souza, Leucio Alves, Paulo da Fonte, Mirian Torres, Mirna Machado, Fred Lima, Ortiz da Silva, Jorge Lucena, Durval Junior, Artur Fernandes, Marcelo Machado e Gilson Buonora.

 

Conheça mais propostas:

Apoio jurídico em defesa das profissões e dos profissionais

Como? Disponibilizando orientação jurídica para os profissionais que sejam vítimas de ofensas no exercício das atividades profissionais

Defender a isenção da primeira anuidade para novos profissionais

Como? Encaminhando ao CFMV uma proposta de resolução que tenha como objetivo isentar a primeira anuidade para os profissionais recém-formados inscritos no sistema CFMV/CRMV

Buscar aproximação com entidades da classe

Como? Estabelecendo uma relação de colaboração com as entidades ligadas à prática da Medicina Veterinária e Zootecnia de forma a somar esforços em prol das profissões

Um novo olhar sobre os esportes equestres

Como? Criando uma comissão de especialistas para assessorar o CRMV nas discussões sobre a normatização de esportes equestres; promover atividades de interação; atuar junto aos órgãos fiscalizadores das atividades equestres e entidades organizadoras dos eventos e garantir a capacitação dos responsáveis técnicos, garantindo a presença desses profissionais nos eventos equestres.

Votação online

Como? Implementando a opção da votação online com o intuito de facilitar o processo dos pleitos e evitar o deslocamento ou multas aos profissionais.

 

CRMV-PE e Spemve promovem curso sobre o novo Riispoa

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE), em parceria com a Sociedade Pernambucana de Medicina Veterinária de Pernambuco (Spemve) promoveu, entre os dias 13 e 19 de novembro, um curso sobre o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (Riispoa). A oficina, que foi um sucesso, contou com a participação de aproximadamente 38 profissionais, que debateram, entre outros temas, as novas normas para abate de aves, o abate humanitário, o controle de Listeria Monocytogenes e o monitoramento de Salmonellas.

Para a abertura, o curso contou com palestras de especialistas da área de Produtos de Origem Animal (POA), como o Doutor Ronaldo Gil, reconhecido nacionalmente por sua experiência em Medicina Veterinária, e o Doutor Fernando Fagundes, auditor fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Toda a programação do curso foi pensada para dar aos profissionais da área uma maior capacitação e formas de se atualizar.

“Esse trabalho em conjunto é muito importante para a classe. O objetivo sempre é levar o melhor para todos os profissionais”, explica Márca Bello, presidente da Spemve.

Além de debater sobre o novo Riispoa, os palestrantes do evento ainda aproveitaram a ocasião para debater os editais dos principais concursos abertos para médicos veterinários. “Foram cinco dias de intensa troca de conhecimento. Uma série de assuntos importantes para a classe foram debatidos. Que venham mais parcerias como essa. A classe só tem a ganhar”, diz Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE.

 

Mapa lança portal para centralizar informações sobre Saúde Animal

A Coordenação de Informação e Epidemiologia (CIEP), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lançou portal com novo formato e conteúdo com o objetivo de centralizar as principais informações sobre epidemiologia das doenças de maior importância em Saúde Animal. O Portal CIEP também tem como premissa tornar mais fácil o processo de notificação obrigatória de doenças, de acordo com a IN Mapa nº 50/2013. “Todos os médicos veterinários sabem da necessidade da notificação obrigatória desde a graduação, mas se sentem perdidos quando precisam fazê-la de fato, ainda mais quando é preciso conhecer a incidência e a ocorrência destas doenças na população”, afirma a médica veterinária e auditora fiscal federal agropecuária, que atua com ponto focal de epidemiologia e febre aftosa na Superintendência Federal de Agricultura, no estado do Rio de Janeiro (SFA-RJ), Paula Amorim Schiavo. No Portal CIEP, está disponível a versão mais recente desta lista de doenças, atualizada na forma da IN Mapa nº 50/2013, e também todos os instrumentos necessários para notificação: os formulários para download, instruções de uso, contato dos pontos focais e, futuramente, uma ferramenta para notificação imediata em tempo real por meio de formulário eletrônico.

“Médicos veterinários, estudantes e cidadãos enviam as informações para os pontos focais, que encaminham para a CIEP ao fim de cada mês, e, então, a informação é sintetizada, analisada e reportada na forma de relatórios. Antes, era enviado somente à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para sustentar acordos e status, e, agora, com o portal, retornará para os médicos veterinários”, esclarece Paula.

A médica veterinária da SFA-RJ acredita que conhecendo a epidemiologia das doenças mais importantes e mais frequentemente encontradas, o médico veterinário poderá tomar melhores decisões na prática clínica e se atualizar.

“Prezamos que a comunicação das ocorrências e o envio dos formulários sempre priorizem o núcleo de defesa agropecuária mais próximo da ocorrência para que sejam tomadas as medidas oficiais, se necessárias, ou as orientações específicas”, pondera Paula. No estado do Rio de Janeiro, os endereços dos núcleos de defesa agropecuária podem ser encontrados aqui.

O Portal CIEP disponibiliza também boletim histórico dos primeiros registros nacionais das enfermidades de impacto aos rebanhos nacionais; boletins anuais da ocorrência de doenças animais no Brasil, de 1971 a 1998; ferramenta interativa para consultas dinâmicas da ocorrência de doenças animais notificadas ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) do Brasil, entre 1999 e 2016; nomes e endereços eletrônicos dos representantes das equipes de epidemiologia do SVO nos estados; breve descrição sobre o Sistema de Informação em Saúde Animal (SIZ), sua legislação e formulário de notificação; Informes Zoossanitários do Brasil dos últimos 3 anos, que são publicados pela OIE; e links de base de dados relacionadas à agropecuária brasileira.

Portaria agiliza registro de produtos veterinários

Medicamentos com inovações tecnológicas, destinados às emergências e programas sanitários passam a ser prioritários

O prazo de registro de medicamentos de uso veterinário deverá cair para apenas seis meses com as medidas definidas na Portaria 72, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no último dia sete (7), no Diário Oficial da União. A norma fixa critérios para priorização da análise de novos registros e alterações de registro desses insumos, atendendo propostas de racionalização do Plano Agro+ do Mapa.

O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luis Rangel, disse que “a partir de agora o produtor rural vai ganhar maior previsibilidade no que é importante à sua atividade”. A demanda por registro de medicamentos veterinários e defensivos agrícolas é muito grande e o governo passará a usar como critério de atendimento mais imediato os destinados aos programas sanitários e ao combate de pragas”. Rangel citou entre os prioritários os produtos destinados à brucelose e tuberculose bovinas, além dos antiparasitários e antimicrobianos que trouxerem inovações tecnológicas, mesmo que não estejam registrados no país.

Com a portaria, as categorias de produtos que poderão trazer maiores benefícios à saúde animal e pública, deverão ser licenciadas prioritariamente. Com produtos mais modernos e mais eficientes o produtor poderá ter redução nos custos de sua atividade.

A portaria especifica que passarão a frente na fila de pedidos de registro aqueles com inovação incremental (alteração resultante de nova forma farmacêutica, nova concentração, nova via de administração ou nova indicação para um princípio ativo já registrado no país), desde que tenham como objetivo a indicação para nova espécie ou para outra doença para as quais não exista alternativa terapêutica, além da primeira solicitação de registro de produto similar ou genérico, para cujo princípio ativo só haja um produto no mercado.

CFMV defende atuação do médico veterinário como responsável técnico e recorre contra decisão do STJ

Considerando a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito da desobrigação da presença do responsável técnico e do registro dos estabelecimentos que comercializam animais e produtos de uso veterinário junto aos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs), o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) esclarece que a presença de um médico veterinário como Responsável Técnico (RT) nesses tipos de estabelecimentos continua sendo obrigatória, além de representar uma medida de grande importância para a saúde e o bem-estar animal e da sociedade.

A decisão do STJ, publicada em 26 de abril, foi motivada por um processo movido por empresas do setor contra o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP). A ação questiona a exigência de registro junto ao Conselho Regional e da contratação de um médico veterinário como Responsável Técnico para estabelecimentos que comercializam animais vivos e medicamentos veterinários.

A decisão já foi objeto de recurso por parte do CRMV-SP e, assim, ainda não produz efeitos. Tendo em vista os fundamentos legais relacionados ao tema e as várias questões pertinentes à saúde animal, ambiental e humana, o CFMV ingressará com recurso próprio contra a decisão, de modo a defender a atuação do médico veterinário e os direitos da sociedade.

O CFMV ressalta que a atuação do médico veterinário como RT nos estabelecimentos que comercializam produtos veterinários está prevista no Decreto-lei nº 467, de 13 de fevereiro de 1969, que exige a responsabilidade técnica para os estabelecimentos que fabriquem, fracionem, comercializem ou armazenem produtos de uso veterinário, conforme a natureza do produto.

O Decreto 5.053, de 22 de abril de 2004, ao regulamentar o Decreto-lei nº 467, de 1969, definiu que essa função cabe ao médico veterinário. O texto exige a responsabilidade técnica de um médico veterinário para todos os estabelecimentos que fabriquem, comercializem ou distribuam produtos biológicos, e também prevê a presença desse profissional para os locais que importem, armazenem, fabriquem, manipulem ou fracionem produtos farmacêuticos.

A mesma exigência legal também existe para a venda de animais vivos. A Lei nº 5.517, que dispõe sobre o exercício da Medicina Veterinária, determina que é competência privativa do médico veterinário a direção técnica sanitária dos estabelecimentos que comercializam animais. A atuação desse profissional nesses estabelecimentos, define a lei, deve ser assegurada sempre que possível.

O CFMV alerta que estabelecimentos que comercializam medicamentos de uso veterinário ou animais sem a orientação de um médico veterinário podem colocar a saúde dos animais em risco, pois lhes falta um profissional capacitado para assegurar que as instalações ofereçam conforto, segurança e higiene aos animais.

O médico veterinário é o único profissional capacitado para orientar os funcionários a respeito dos cuidados para a aplicação de produtos de uso veterinário, sobre a forma correta de manipulação de alimentos, sobre o armazenamento de vacinas e medicamentos, e sobre as práticas seguras de manuseio de animais para a realização de procedimentos relacionados a animais, quer de companhia, quer de produção. O médico veterinário também é o único profissional que pode prestar atendimento aos animais em situações de emergência.

O CFMV também adverte que a presença do médico veterinário como RT nos estabelecimentos que se dedicam a prestar serviços ou a comercializar medicamentos e produtos de uso veterinário é imprescindível para o bem-estar dos animais e para a saúde pública. Sem o médico veterinário como RT, a saúde humana e ambiental também é ameaçada, pois não há forma de certificar que o estabelecimento cumpre com os devidos cuidados necessários para o descarte de resíduos, para o controle de zoonoses e para evitar a venda indevida de medicamentos e anabolizantes de uso veterinário.