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40 vagas para médicos veterinários em novo concurso da Adagro

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) acaba de lançar um concurso público para preenchimento de 140 vagas, destas, 90 para o cargo de assistente de defesa agropecuária e 50 para o cargo de fiscal estadual agropecuário – onde 40 são destinadas a médicos veterinários. As inscrições para o concurso serão abertas no domingo, 30 de setembro, e seguem até o dia 8 de novembro. Já a prova está marcada para o dia 3 de fevereiro de 2019, em única etapa, por meio de uma prova objetiva de conhecimentos, de caráter eliminatório e classificatório.

Das vagas oferecidas para fiscal estadual agropecuário, 40 são destinadas para profissionais com formação superior em medicina veterinária, as outras 10 são para nível superior em agronomia. Entre as exigências, possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no mínimo na categoria B. O salário anunciado para o cargo, com vagas distribuídas para diversas cidades, como Recife, Caruaru e Surubim, é de R$ 4.860,21, com 40 horas de trabalho semanais.

Já para os cargos de assistente de defesa agropecuária, é necessário que os candidatos tenham formação em nível técnico em agropecuária ou em técnico agrícola, além de possuir também a CNH no mínimo de categoria B. O salário bruto para o cargo, com vagas distribuídas para diversos municípios de atuação da Adagro, é de R$ 2.601,93, com 40 horas de trabalho semanais.

As provas acontecerão no Recife, Nazaré da Mata, Garanhuns, Caruaru, Palmares, Arcoverde, Salgueiro e Petrolina. Segundo a divulgação no Diário Oficial da União, o concurso terá validade por dois anos, prorrogáveis por igual período. O resultado final está previsto para o dia 26 de fevereiro de 2018.

As inscrições do certame, organizado pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe), serão realizadas exclusivamente via internet, por meio do site www.upenet.com.br. Para o cargo de assistente de defesa agropecuária, a taxa de inscrição é de R$ 50 e, para o cargo de fiscal estadual agropecuário, o valor é de R$ 64. Os pedidos de isenção da taxa de inscrição devem ser feitos até o dia 15 de outubro.

 

Publicação no Diário Oficial – Concurso da Adagro

 

Semana do Médico Veterinário encerra com saldo positivo

A Semana do Médico Veterinário superou as expectativas dos organizadores. O evento, que integra o calendário anual do Conselho, contou com mais de 400 participantes que lotaram a sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PE). Entre os dias 11 e 14 de setembro, profissionais e estudantes dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia vieram debater, com 20 especialistas de três estados brasileiros, temas relevantes sobre mercado de trabalho, impacto do uso de agrotóxicos, doenças emergentes e saúde pública; além de legislação e normas de responsabilidade técnica (RT).

Ao longo da semana, universitários e profissionais de 18 órgãos, sendo seis universidades, vieram de diferentes municípios da Região Metropolitana de Pernambuco para trocar experiências e aprender mais sobre as diferentes áreas que auxiliam no desenvolvimento do médico veterinário. Este é um dos objetivos do evento para o presidente do CRMV-PE, o Dr. Marcelo Teixeira, que considerou o resultado do evento muito positivo.

“Estamos com a sensação de dever cumprido. Foram três dias inteiros de palestras e mesas redondas com temas variados, todos de grande relevância para a classe. Dessa forma, todos saem ganhando: os profissionais, que adquirem mais ciência, e a sociedade, que passa a contar com médicos veterinários mais capacitados nos diversos segmentos da profissão”, disse Marcelo, em seu discurso no dia de encerramento do evento.

Presente todos os dias do evento, a inspetora sanitária Elisa Araújo, também representante do Sindicato de Medicina Veterinária, costuma participar todos os anos da Semana de Medicina Veterinária, desde os tempos da universidade. “Considero o evento um momento oportuno para não só agregar, mas ampliar os conhecimentos e trocar experiências com outros profissionais”, disse Elisa.

Entrega de outorgas da Medicina Veterinária encerram programação

A solenidade de encerramento da Semana do Médico Veterinário contou com a presença de diversas autoridades, com mesa presidida pelo Dr. Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE. A cerimônia, realizada na sexta-feira (14) à noite, teve a outorga de dois importantes prêmios para a categoria e inauguração e reinauguração de bem-feitorias a sede do Conselho, como o elevador, feito para tornar o prédio mais inclusive, e a galeria dos ex-presidentes, que homenageia os que ajudaram a construir a história da profissão em Pernambuco.

O Prêmio Professor José Wanderley Braga, um dos mais importantes da categoria, conferido anualmente pela Academia Pernambucana de Medicina Veterinária (APMV), foi entregue ao filho do Dr. Maurício Bandeira Castelo Branco, que o representou na ocasião. Na mesma noite, ainda houve a entrega do Prêmio João Emílio Cruz, promovido pela Anclivepa-PE, à Dra. Amara Areia. Ambos os homenageados foram escolhidos por suas importantes contribuições à Medicina Veterinária.

Um coquetel de confraternização encerrou a programação da Semana do Médico Veterinário 2018.

RT e oncologia dominam terceiro dia de palestras

A Semana do Médico Veterinário debateu, no terceiro dia de palestras, a legislação, regulamentação da profissão e possibilidades de mercado para o médico veterinário, que pretenda seguir a carreira de responsável técnico (RT). Ao longo da manhã da quinta-feira (13), os palestrantes abordaram as questões de ética, normas dos locais e regulamentação da atuação deste profissional em Pernambuco, com um auditório lotado de profissionais e universitários.

Durval Baraúna, da UNIVASF, apresentou em sua palestra as leis e resoluções do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). A legislação orienta o responsável técnico e estabelece normas para o profissional durante o trabalho de RT, desde as questões éticas até as penas cabíveis aquele que descumprir o que está previsto em lei.

“Existem poucos profissionais na área de RT e temos novas possibilidades de mercado em auditoria, certificação, além de médico de animais silvestres e de laboratório. Os órgãos precisam deste elo com o RT, que tem o dever de denunciar ao CRMV e Adagro quando os donos das lojas não cumprirem as normas”, disse Durval.

Ao final da manhã Durval complementou o assunto tratando exclusivamente do trabalho de RT em hospitais e clínicas. Segundo ele, os hospitais e clínicas com internamento precisam “garantir que haja médico veterinário disponível em tempo integral. No caso de Pet Shop, o acesso do comércio de produtos de uma loja tem de ser independente do local de tratamento dos animais”, alertou Durval.

“O mercado tem escassez de bons profissionais”, disse Alessandra Alencar, fiscal da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), em sua palestra sobre como fiscalizar os entrepostos de carnes e supermercados. Segundo ela, Pernambuco é um dos poucos estados a regulamentar um entreposto por meio de portaria. Esta garante qualidade de todo o processo desde o recebimento das peças de carne, no local, até a embalagem para comercialização. Também fiscal da Adagro, Kalina Monteiro complementou o assunto descrevendo as atribuições a serem seguidas pelo RT ao fiscalizar entrespostos, no início da tarde.

O especialista em qualificar atuns César da Nóbrega, em sua palestra, na parte da tarde, abordou toda a fiscalização e o trabalho de RT na cadeia produtiva de peixes, especialmente o atum. Apresentou desde os métodos de pesca, passando pela qualidade do armazenamento e transporte, até a chegada na indústria e a comercialização final. “Quero dizer que são poucos profissionais de RT com atuação no setor de pescados” concluiu César, que veio da Paraíba especialmente para participar do evento.

As palestras da quinta-feira lotaram o auditório, com um quórum de aproximadamente 180 pessoas.

Vindo também de outro estado, o Dr. André de Mattos Faro, do Instituto Federal Catarinense, fechou a noite desta quinta-feira (13) com a palestra sobre câncer em animais animais domésticos, promovida pela  Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Pernambuco (Anclivepa-PE).

Saúde pública e oftalmopatias felinas em pauta na programação

Dr. Luiz Augustinho Menezes da Silva. Foto: SF Fotografia

A grade de palestras da Semana do Médico Veterinário do CRMV-PE  foi aberta, nesta quarta-feira (12), pelo debate “Morcegos Urbanos e Saúde Pública: os Cuidados para uma Boa Interação”, comandado pelo Dr. Luiz Augustinho Menezes da Silva, biólogo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que abriu a conversa levantando a questão: afinal, os morcegos são vilões ou mocinhos? Com este mote, todo o debate foi desenvolvido em cima dos aspectos positivos e negativos da presença dos mamíferos em zonas urbanas.

Há uma grande variedade de morcegos no mundo, só no Brasil, são mais de 182 espécies do mamífero. Mais especificamente em Pernambuco, estudos apontam 30 espécies diferentes de morcegos vivendo em ambientes urbanos.

Segundo Luiz Augustinho, os morcegos são pintados como vilões, muitas vezes, por causa dos mitos e lendas nascidos das crendices populares, já que é comum que esses animais sejam associados aos vampiros, às bruxas e até aos demônios. Porém, voltando mais a linha do tempo, o professor resgatou simbologias positivas sobre o animal presente em outras culturas e civilizações, como os Maias, da América Central, que possuíam um Deus-morcego. Na China, o mamífero já foi considerado um símbolo da felicidade, e na antiguidade, o morcego era o representante da vigilância.

E os aspectos positivos da existência dos morcegos não param por aí. De acordo com o professor, ainda pode-se destacar o trabalho de dispersão de sementes realizado por eles, já que os animais chegam a transportar, aproximadamente, 500 sementes de plantas típicas de florestas e a polinização de pelo menos 500 espécies de plantas e 96 gêneros neotropicais em matas de capoeiras. Os morcegos também realizam o controle da população de invertebrados e vertebrados, e mais, espécies menos generalistas ainda podem ser utilizadas como bioindicadoras da qualidade do hábitat. Na África e em algumas tribos brasileiras, os morcegos são ainda utilizados como recursos alimentar.

Entre os aspectos negativos, o que mais pesa contra os mamíferos é a transmissão de doenças, como a raiva, histoplasmose e a criptococose. Na pecuária então, os prejuízos podem ser enormes, já que os morcegos hematófagos conseguem causar sérios danos ao transmitir o vírus rábico, chegando, em alguns casos, a reduzir drasticamente a população de mamíferos de criação.

As três espécies hematófagas, aliás, são muito responsáveis pelo preconceito sofrido pelos morcegos. As atividades crepuscular e noturna, o hábito de se abrigarem em cavernas e ambientes semelhantes também.

A estudante de Medicina Veterinária Camila Sousa. Foto: SF Fotografia

A estudante de medicina veterinária da UFRPE Camila Sousa, que acompanha programação da Semana do Veterinário desde o início, destacou a riqueza de informações da palestra. “O tema é muito interessante e ainda pouco debatido. Uma grande oportunidade de aprender, revisar e aprofundar nossos conhecimentos”, diz.

A incidência da raiva também foi abordada durante a palestra. Segundo levantamentos, entre 1991 a 2014, dos 186 municípios pernambucanos analisados, a cidade de São José do Egito se destaca na positividade de morcegos com a doença. No município, 13 casos foram confirmados durante o período.

O professor ainda deu dicas sobre os primeiros procedimentos a se tomar após um arranhão ou mordida de morcego e quais são as formas de se reduzir as agressões em humanos ou animais de estimação.

“É preciso desenvolver mais ações de educação em saúde voltadas aos morcegos, visando a preservação das espécies. A participação de órgãos públicos e da comunidade, nesses três níveis – educacional, saúde pública e arquitetura e urbanismo –  possibilitará uma coexistencia mais harmoniosa entre as pessoas e os morcegos”, afirma.

Palestra sobre esporotricose. Foto: SF Fotografia

Durante à tarde, o evento recebeu um seminário sobre esporotricose, uma problemática que tem deixado o estado de Pernambuco em alerta, sendo considerado um caso de saúde pública.  Para falar sobre a doença, uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que pode atingir humanos e animais, Francisco Duarte e Geane Oliveira, (Labend) ambos representantes da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), ao lado de Edna Michelly, professora da UFRPE.

À noite, às 19h, foi a vez da palestra Anclivepa-PE (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Pernambuco) com o Dr. Fabrício Bezerra de Sá, da UFRPE. Com o auditório lotado, ele abordou as “Oftalmopatias dos Felinos”, discorrendo sobre os exames oftalmológicos necessários, sinais clínicos e tratamentos.

Dr. Fabrício Bezerra da Sá fala sobre as oftalmopatias felinas. Foto: SF Fotografia

Segundo ele, o diagnóstico começa com o reconhecimento dos sinais, do que se pode visualizar no animal e também com as respostas apresentadas pelo tutor sobre questionamentos indicadores. “A partir do exame clínico é que fechamos o diagnóstico sobre a acuidade visual do animal. Os exames eletrofisiológicos podem quantificar o quanto ele enxerga ou perdeu de visão. Com isso podemos definir os tratamentos medicamentosos sistêmicos e tópicos para inflamações oculares, com a participação do tutor. Agora tem situações que não existe saída, no caso de uma catarata, tem que ser uma cirurgia”, alertou Fabrício.

 

Semana do Médico Veterinário 2018 tem início no Recife

Dr. Glenda Holanda em palestra na Semana do Médico Veterinário. Foto: SF Fotografia

O primeiro dia de programação da Semana do Médico Veterinário 2018, promovida pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) abordou a Lei Federal 13.680/2018, que modifica a lei que trata dos processos de fiscalização de produtos de origem animal produzidos de forma artesanal e temas relacionados aos impactos gerados pelo o uso dos agrotóxicos na agropecuária e na saúde humana.

A abertura do evento atraiu vários profissionais e estudantes de Medicina Veterinária e Zootecnia interessados em aprofundar os conhecimentos em questões ligadas à fiscalização e produção dos produtos artesanais de origem animal. O encontro, realizado durante a manhã no auditório do CRMV-PE.

Na palestra, comandada pela Dr. Glenda Holanda, gerente de inspeção animal da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), foram debatidos profundamente artigos da lei 13.680 que deixam margem para dupla interpretação por não delimitar as normas. Entre as consequências, por exemplo, a Dr. Glenda citou a questão dos queijos e leites, que, se produzidos e comercializados de acordo com múltiplas interpretações podem se tornar um problema de segurança de alimentos. “O assunto gerou um debate nacional, pois trata de uma das competências do médico veterinário, mas que a nova lei não regulamenta de forma clara. A lei já está na pauta da nossa inspeção de Produtos de Origem Animal (POA)”, disse Glenda.

Mesa redonda da primeira palestra da Semana do Médico Veterinário 2018. Foto: SF Fotografia

Em seguida a mesa redonda provocou o debate com o público presente, formado, essencialmente, por representantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), fiscais da Adagro e inspetores da Vigilância Sanitária (VISA) dos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Um deles, Kildrey Aquino, que atua como coordenador de alimentos da VISA-Olinda, acredita que o evento é uma troca de ideias de veterinários com visões distintas. “É fundamental nos reunirmos para debater qual a competência de cada área, como no caso do tema de hoje, em que uma legislação federal em vigor cita como responsável o órgão de saúde pública, sem definir se é a vigilância sanitária ou a secretaria de agricultura”, explica Kildrey.

Com a mediação da Dr. Andrea Paiva Botelho Lapenda, professora da UFRPE, a mesa redonda teve a participação de Sérgio Resende, produtor rural (ABRASLeite); dos fiscais da Adagro José Wilson Bezerra e Marcus Medeiros, além do responsável técnico George Martins.

No encontro, José Wilson ainda fez um panorama das leis existentes em Pernambuco sobre procedimento de produção do queijo artesanal, previsto na Lei Federal 13.376, criada em 2007 e atualizada em 2013. As leis protegem o consumidor ao certificar produtores de laticínios livres de brucelose ou tuberculose. “Os produtos continuam sendo fiscalizados, mas a Adagro só tem como dispor sobre medida cautelar da propriedade. Quem interdita é o Governo Estadual. Acredito que só controlar não funciona é preciso certificar estas propriedades”, alertou José Wilson.

Mesa que debateu sobre os impactos dos agrotóxicos. Foto: SF Fotografia

Durante à tarde, a Semana do Médico Veterinário recebeu a mesa redonda “Impacto dos agrotóxicos e dos resíduos de medicamentos veterinários na agropecuária e na saúde humana”, promovida pela Academia de Medicina Veterinária de Pernambuco (AMVP). O seminário abordou profundamente a história do surgimento e popularização dos agrotóxicos no mundo e, mais especificamente, no Brasil, passando pelas necessidades de uso, composição dos produtos, benefícios para o setor agropecuário, malefícios para o meio ambiente e para a saúde humana e muito mais.

Dentro do programa, o Dr. Romero Marinho de Moura, da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, foi o primeiro a palestrar trazendo estudos e considerações sobre as consequências do uso dos agrotóxicos na agricultura e no meio ambiente. Em seguida, foi a vez da Dra. Vânia Freire Lemos, do Instituto Tecnológico de Laticínios do Agreste (Itep), falar sobre os agrotóxicos e os resíduos de medicamentos veterinários na pecuária e produtos derivados. Finalizando a mesa, a profa. Marília Teixeira de Siqueira, da Fiocruz e Universidade de Pernambuco (UPE), trouxe para a Semana do Médico Veterinário considerações sobre a intoxicação em humanos por agrotóxicos e como isso se reflete na saúde pública. A Dr. Maria José de Sena, magnífica reitora da UFRPE, atuou como mediadora da mesa redonda.

 

Parabéns a todos os médicos veterinários brasileiros

No Dia do Médico-Veterinário, 9 de setembro de 2018, as mulheres já são pouco mais da metade dos profissionais registrados no país. Dos 124.253 inscritos e atuantes no Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), 62.527 são do sexo feminino e a maioria atua em São Paulo, estado brasileiro com 20 mil médicas-veterinárias.

São Paulo, inclusive, contempla o maior número de profissionais do país, com um total de 33,6 mil médicos-veterinários, seguido por Minas Gerais, com 13,8 mil; Rio Grande do Sul e Paraná, ambos com mais de 11 mil; e pelo Rio de Janeiro, onde há 10,3 mil médicos-veterinários exercendo a atividade.

Do universo de profissionais brasileiros, mais da metade (57%) tem entre 31 e 50 anos idade. Outros 24% estão entre os 20 e 30 anos; e 17% estão na faixa etária de 51 a 70 anos.

Dos 124 mil médicos-veterinários com registros ativos no Brasil, 28,5 mil atuam como Responsáveis Técnicos (RT). Trata-se de profissionais que respondem técnica, ética e legalmente pelas atividades desenvolvidas em determinada empresa. O objetivo é assegurar à sociedade que os serviços prestados pelos estabelecimentos são realizados e supervisionados por um profissional habilitado, garantindo segurança técnica e jurídica.

Do total de RTs, 30% são responsáveis técnicos em serviços veterinários (ambulatórios, clínicas, consultórios e hospitais); 29% em comércios de produtos veterinários; 18% em estabelecimentos de produtos de origem animal (abatedouros, frigoríficos, laticínios e entrepostos); e 23% distribuídos em outros ramos diversos de atividades.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), em 2001 existiam 100 cursos de Medicina Veterinária no Brasil, sendo que pouco mais de 2800 alunos concluíram a faculdade naquele ano. Hoje, há mais de 340 cursos licenciados pelo MEC. Além disso, em 2016, o Inep registrou 8.750 formandos em Medicina Veterinária. Em 15 anos, um aumento de 207,34% no número de egressos.

 

Mercados

Esses dados revelam o crescimento pela procura da profissão no Brasil. E isso não é por acaso. Os médicos-veterinários têm desempenho primordial e consolidado em mercados que representam fatias generosas do crescimento econômico do país: o agronegócio e a indústria PET.

Agronegócio – Os grandes rebanhos brasileiros, o elevado volume de produtos agropecuários, o desenvolvimento dos mercados interno e externo de produtos de origem animal e as políticas de globalização contribuíram para que o agronegócio brasileiro respondesse por quase ¼ (23,5%) do Produto Interno Bruno (PIB) em 2017

O médico-veterinário, como agente fiscal na produção animal do país, está presente em toda essa cadeia do agronegócio. Desde a genética, passando por nutrição, saúde, manejo, abate, até a gôndola do supermercado. O médico-veterinário é o profissional competente para atestar e garantir a qualidade dos produtos de origem animal consumidos pela sociedade.

As carnes bovina e suína, o frango, o peixe, o ovo, o queijo, o salame, o mel, todos são produtos que, lá na sua origem, são inspecionados e fiscalizados por médicos-veterinários. Eles garantem os cuidados com a saúde dos animais, desde a alimentação, a vacinação e tratamentos para, na ponta, termos produtos de origem animal de boa qualidade aptos ao consumo humano.

PET – A indústria PET é outro mercado que só cresce no Brasil. Fechou 2017 com saldo de mais de R$ 19 bilhões e alcançou um crescimento de 7%, comparado ao ano anterior. A evolução progressiva desse nicho se deve à humanização dos animais como entes da família, colocando o médico-veterinário num patamar de relevância e importante contribuição social, tornando-o um profissional altamente demandado como agente de bem-estar dos bichos domésticos.

 

Saúde única

O médico-veterinário tem capacitação legal para atuar em áreas como: clínica, fiscalização de carne e leite (assim como seus derivados), pesquisas, centro de zoonoses e epidemiologia, vigilância sanitária, vigilância ambiental e saúde do trabalhador, entre outros campos. Muitas dessas especializações visam, além do animal, beneficiar também a saúde humana e do meio ambiente.

Por isso, a graduação em Medicina Veterinária não diz respeito apenas à saúde animal, diretamente, mas também ao compromisso de agir preventivamente em relação à saúde do homem e ao desenvolvimento sustentável, o que é chamado de saúde única.

Como profissão que harmoniza esse tripé (animal, humana e ambiental), a Medicina Veterinária revela-se uma das profissões mais completas da área de saúde. Justamente por isso, em 2011, o médico-veterinário passou a ser reconhecimento como profissional de saúde pública e competente para compor o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf).

Fizeram justiça a uma classe profissional que já trabalhava há anos em prol da saúde pública brasileira, por aplicar conhecimentos da epidemiologia para prevenir as enfermidades animais e melhorar a produção de alimentos.

 

Desafios

O médico-veterinário sai da universidade um grande generalista. Desenvolver e estabelecer competências e especialidades é um dos grandes desafios para a profissão.

É necessário estimular o desenvolvimento de competências humanísticas nos futuros profissionais, como liderança, atenção à saúde, comunicação, tomada de decisão, administração, empreendedorismo, gerenciamento e educação permanente.

Acerca da especialidade, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) já habilitou 12 entidades para a concessão de títulos em: Cardiologia, Clínica Médica de Pequenos Animais, Acupuntura, Dermatologia, Oncologia, Patologia, Medicina Veterinária Intensiva, Cirurgia Veterinária, Anestesiologia, Homeopatia, Medicina Felina e Medicina Veterinária Legal. A expectativa é que mais especialidades sejam igualmente reconhecidas e regulamentadas.

A proliferação dos cursos de graduação de Medicina Veterinária com qualificação deficiente é outra adversidade a ser enfrentada. O CFMV defende a educação presencial, é contrário ao ensino a distância e se articula politicamente para que sejam estabelecidas políticas que restrinjam cursos superiores sem condições mínimas de oferecer formação de qualidade.

Por outro lado, com vistas a contribuir socialmente com as boas referências, o CFMV tem o processo de acreditação dos cursos de graduação de Medicina Veterinária, que avalia a qualidade dos cursos e torna transparente a excelência do ensino superior para a sociedade e as próprias instituições.

 

50 anos

A Medicina Veterinária científica existe no Brasil desde 1910, quando surgiram as primeiras universidades no país. No entanto, desde 1933 o exercício da profissão é regulamentado, com a publicação do Decreto 23.133, que normatizou as condições e definiu os campos de atuação do médico-veterinário.

O decreto representou um marco na evolução da profissão e sua data de publicação, 9 de setembro, foi escolhida para comemorar o “Dia do Médico-Veterinário Brasileiro”.

Em 2018, no dia 23 de outubro, completam-se 50 anos da criação do sistema nacional que engloba os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. Trata-se da data da Lei 5.517/1968, que passa a competência de fiscalizar o exercício profissional para a própria categoria.

Composto por médicos-veterinários e zootecnistas, o Sistema CFMV/CRMVs assume o papel fundamental na defesa da saúde da sociedade, orientando, fiscalizando e disciplinando as atividades relativas à profissão. Essa é, inclusive, uma das suas principais funções: valorizar e proteger os profissionais que atuam com disciplina, e abrir caminho para novos campos de atuação regularizados.

 

Homenagem

Os serviços veterinários são considerados um bem público mundial e têm importância incalculável na sociedade. A missão do profissional vai muito além da promoção da saúde e do bem-estar animal. O médico-veterinário tem compromisso integral e abrangente com a saúde pública, a segurança alimentar e a proteção do meio ambiente.

Especialmente nesses últimos 50 anos, após a criação do Sistema CFMV/CRMVs, os médicos-veterinários foram decisivos na erradicação da febre aftosa, da peste bovina e da peste suína africana dos nossos rebanhos. Além de serem fundamentais por manter o mercado brasileiro de aves livre da Influenza aviária.

Neste 9 de setembro de 2018, a mensagem do CFMV para os profissionais é de orgulho, reconhecimento e valorização profissional.

Parabéns a todos os profissionais da Medicina Veterinária!

Da Assessoria de Comunicação do CFMV

 

CRMV-PE realiza a Semana do Médico Veterinário

Para celebrar o Dia do Médico Veterinário, comemorado nacionalmente no dia 9 de setembro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Pernambuco, o CRMV-PE, promove, em seu auditório, desta terça-feira (11) a sexta-feira (14), a Semana do Médico Veterinário. Durante o evento, os profissionais e estudantes dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia participantes terão acesso a palestras, seminários e mesas redondas sobre diversos assuntos importantes para a área. E mais, visando contemplar todas as agendas, a Semana do Médico Veterinário terá programas de manhã, tarde e noite, com inscrição gratuita.

Na sexta-feira (14), último dia do evento, o presidente do CRMV-PE, o Dr. Marcelo Teixeira, acompanhará a entrega de dois prêmios veterinários muito importantes para a categoria: o Prêmio Professor José Wanderley Braga e o Prêmio João Emílio Cruz.

A iniciativa, além de celebrar uma data bastante importante para a classe – já que foi no dia 9 de setembro de 1933 que o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, assinou o decreto que regularizou a profissão e o ensino da Medicina Veterinária no País –, ainda faz parte dos projetos educativos de capacitação de profissional promovidos pelo CRMV-PE com o intuito de contribuir, da melhor forma possível, com o crescimento e valorização das profissões.

Segundo o Dr. Marcelo Teixeira, a tradicional Semana do Médico Veterinário promovida pelo CRMV é uma oportunidade única para profissionais e estudantes. “O objetivo do evento é promover a integração de diferentes áreas do conhecimento que atuam e auxiliam no desenvolvimento do médico veterinário. As palestras e mesas redondas geram um espaço extremamente construtivo de discussão, possibilitando, de forma geral, um aprofundamento dos conhecimentos e sendo também uma oportunidade de troca de experiências entre profissionais e estudantes”, afirma.

O evento conta com parceria da Anclivepa-PE e patrocínio da Agener União, Grupo União Química, Drogavet e Massapê.

Vale ressaltar que toda a grade da Semana do Médico Veterinário é gratuita. Os interessados deverão fazer as inscrições na hora, na sede do CRMV-PE. O limite é de 100 pessoas por programa.

 

Por dentro da programação:

Terça-feira (11)

A programação começa na terça-feira (11), com solenidade de abertura às 9h30, seguida de uma mesa redonda sobre a Lei Federal 13.680, que modifica a Lei 1283, de 18 de dezembro de 1950, que dispõe sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. A conversa será iniciada com a Dra. Glenda Monica Luna Holanda, da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). Já a mesa redonda, contará com a participação do Dr. Antônio Teles Neto, também da Adagro; o Sr. Sérgio Resende, produtor rural; a Dra. Ana Lúcia de Lira Guimarães, da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA); o Dr. José Wilson Avelino Bezerra, da Adagro; e a profª. Dra. Andrea Paiva Botelho Lapenda, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

A Dra. Márcia Maria de Souza Belo, presidente da Comissão Regional de Alimentos (Cral) do CRMV-PE, marcará presença como mediadora do debate.

No período da tarde, às 14h, a Semana do Médico Veterinário recebe a mesa redonda: “Impacto dos Agrotóxicos e dos Resíduos de Medicamentos Veterinários na Agropecuária e na Saúde Humana”. Na ocasião, o Dr. Romero Marinho de Moura, da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, falará sobre as consequências do uso dos agrotóxicos na agricultura e no meio ambiente. Já a Dra. Vânia Freire Lemos, do Instituto Tecnológico de Laticínios (Itep), abordará os efeitos dos agrotóxicos e dos resíduos de medicamentos veterinários na pecuária e em seus produtos derivados. Também compondo a mesa, a profª. Marília Teixeira de Siqueira, da Fiocruz e da Universidade de Pernambuco (UPE), que falará sobre a intoxicação em humanos por agrotóxicos e seus reflexos na saúde humana. A magnífica reitora da UFRPE, a Dra Maria José de Sena, atuará como mediadora.

Quarta-feira (12)

A palestra “Morcegos Urbanos e a Saúde Pública: Os Cuidados Para uma Boa Interação”, com o Dr. Luiz Augustinho Menezes da Silva, biólogo da UFPE, abre a programação, às 9h30, na quarta-feira.

Às 14h, a Semana do Médico Veterinário recebe um seminário sobre esporotricose, uma problemática que tem deixado o estado de Pernambuco em alerta, sendo considerado um caso de saúde pública. Para falar sobre a doença, uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii que pode atingir humanos e animais, os Drs. Francisco Duarte, da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE); Geane Oliveira, do Labend/SES; e Edna Michelly, da UFRPE.

À noite, às 19h, será a vez de uma palestra promovida pela Anclivepa PE (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Pernambuco), com o Dr Fabrício Bezerra de Sá, da UFRPE. Na ocasião, ele abordará a “Oftalmopatias dos Felinos”, discorrendo sobre exames oftalmológicos, sinais clínicos e tratamentos.

Quinta-feira (13)

A quinta será um dia dedicado a assuntos relacionados às funções dos responsáveis técnicos (RT) dentro das empresas e instituições. A ideia é esclarecer os profissionais e estudantes sobre pontos importantes do universo do cargo, que lida diariamente com uma série de responsabilidades e deveres. Assim, às 9h, o auditório do CRMV-PE recebe uma mesa redonda sobre “Responsabilidade Técnica, Informes Gerais e Legislação”, com o Dr. Durval Baraúna Júnior, da Univasf, e com o Dr. Marcelo Brasil Machado, conselheiro do CRMV-PE, atuando na mediação do debate. Em seguida, a Dra. Alessandra Santos d’Alencar, da Adagro, falará sobre os “Entrepostos de Carne em Supermercados”, com foco na portaria 58 da Adagro. A mediação fica por conta do Dr. Flávio de Oliveira Silva, do Cral/CRMV-PE.

No período da tarde, começando às 14h, o público presente poderá conferir a palestra sobre “Responsabilidade Técnica em Entrepostos de Carnes e Supermercados”, com a Dra. Kalina Maria Rebelo Monteiro, fiscal agropecuária da Adagro e mediação do Dr. César Calzarra da Nobrega, da Paraíba. Em seguida começa a palestra “O Médico Veterinário na Qualidade de Pescados”, com o Dr. César e a Dra. Kalina na mediação.

À noite, às 19h, a Anclivepa PE promove a palestra: “Meu Paciente é Oncológico. E Agora?”, com o Dr. André de Mattos Faro, do Instituto Federal Catarinense, Campus Araquari.

Sexta-feira (14)

No último dia da Semana do Médico Veterinário, será realizada, iniciando às 19h, uma cerimônia de outorga do Prêmio Professor José Wanderley Braga, um dos mais importantes da categoria, conferido anualmente pelo CRMV. Este ano quem recebe a honra é o Dr. Maurício Bandeira Castelo Branco. Na mesma noite, o Conselho ainda tem a tarefa de entregar o Prêmio João Emílio Cruz à Dra. Amara Areia, ambos escolhidos por suas importantes contribuições à Medicina Veterinária.

Um coquetel de confraternização encerra a programação da Semana do Médico Veterinário 2018.

 

 

Atendimento ao púbico será suspenso nesta segunda

 

Em atenção aos preparativos para a Semana do Médico Veterinário 2018, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) suspenderá o atendimento ao público nesta segunda-feira (10). Os serviços serão normalizados na terça-feira (12).

Atendimento ao público será suspenso nesta sexta (31)

 

Atendimento ao público será suspenso nesta sexta (31) no CRMV-PE para atualização dos sistemas. As atividades retornam ao normal já na segunda-feira (03)