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Conselho Federal se posiciona para desmistificar a vaquejada

A vaquejada existe no Brasil há mais de um século e começou com as tais “pegas de gado”. Os bois eram marcados e criados soltos. Quando havia a necessidade de reunir o rebanho, seja para identificar, tratar ou até mesmo para abater e alimentar a população, os vaqueiros entravam em ação para laçar os bois e capturá-los no meio da caatinga do sertão nordestino.

Ao longo dos anos, a habilidade dos vaqueiros nessa captura foi transformando a atividade em evento esportivo de competição, que hoje ocorre em todo o território nacional. Nessa disputa, cada dupla de vaqueiros montados a cavalo tem como objetivo perseguir o boi por uma pista de 100 metros e guiá-lo a uma área demarcada, de aproximadamente dez metros de largura, onde o boi deve ser dominado pelos vaqueiros e derrubado com as patas para cima. Todo esse processo leva uma fração de segundos.

Na dupla, existe o cavalo puxador, considerado mais forte e montado pelo vaqueiro que vai derrubar o boi, segurando-o pelo rabo. O segundo cavalo é chamado de esteira, que vai sendo guiado pelo vaqueiro responsável por manter o boi próximo ao puxador e perto da área delimitada para a queda do bovino.

As provas atuais são divididas em várias etapas. As primeiras são com bois menores. As duplas vão passando e se classificando para as provas finais, quando pegam animais maiores e mais difíceis de derrubar.

Em uma competição, os vaqueiros podem ganhar prêmios vultosos, de um caminhão a um prêmio em dinheiro de até R$ 500 mil. Em 2017, as 135 vaquejadas chanceladas pela Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ) movimentaram R$ 13 milhões só em premiação. Além disso, a estimativa da Associação é que a atividade gere mais de 600 mil empregos.

Historicamente, a realização da primeira vaquejada é atribuída ao município de Morada Nova, no Ceará. O mesmo estado que, em 2013, alçou o primeiro passo na tentativa de regulamentar a atividade como prática desportiva e manifestação cultural, por meio da Lei nº 15.299. No entanto, em outubro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a lei cearense, por considerar que há “crueldade intrínseca” aplicada aos animais na vaquejada.

Em seguida, em novembro de 2016, o Governo Federal elevou a vaquejada à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial, pela Lei 13.364/2016.

Adicionalmente, no ano seguinte (2017), o Congresso Nacional aprovou a Emenda nº 96 à Constituição Brasileira, que não consideram cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo ser regulamentadas por lei específica que assegure o bem-estar dos animais envolvidos.

Nesta semana, o assunto volta à pauta do STF. No dia 9 de agosto, o Supremo vai analisar os recursos (embargos de declaração) da ação direta de inconstitucionalidade sobre a lei estadual cearense. Nesses últimos dois anos, muita coisa mudou no mundo da vaquejada e cabe, nesse momento de pleito judicial, desmistificar a prática desportiva e contribuir para o debate.

Medidas de bem-estar animal já vinham sendo implantadas nas vaquejadas, mas os promotores das competições, os proprietários dos animais e os vaqueiros, entenderam a necessidade de intensificar e agilizar a profissionalização em termos de bem-estar animal. Compreenderam que manter antigas condutas da época das “pegas de gado” não se ajustavam mais às práticas aceitas socialmente agora. Por isso, implantaram novas regras de manejo dos animais nas disputas, visando assegurar a integridade dos bois e dos cavalos durante as corridas.

Criaram o juiz de bem-estar, por exemplo. Um profissional da Medicina Veterinária ou da Zootecnia, que precisa ter cursos específicos da ABVAQ, deve arbitrar as competições. Ele é responsável por verificar os animais, não só na hora da competição, mas por averiguar o local onde ficam, a parte de aquecimento, se o animal tem algum machucado, se está cortado, se está mancando, se está com as ferraduras. Ao sinal de qualquer problema, o juiz de bem-estar veta a participação do animal no evento.

Antes, o boi podia passar várias vezes por uma prova de vaquejada e isso não acontece mais. Como são várias provas, são necessários também vários bovinos, haja vista que cada animal só entra na pista uma única vez. O promotor da vaquejada nem sempre detém a quantidade necessária de bois e costuma alugar os rebanhos dos fazendeiros. Isso só reforça a necessidade de cuidado redobrado com o gado, pois, após a vaquejada, os animais devem retornar às suas fazendas de origem em perfeito estado de saúde. Não podem apresentar nenhum tipo de avaria na carcaça para não comprometer a carne.

Nas vaquejadas profissionais, as estruturas são imensas. Os bovinos ficam em grandes piquetes, com disponibilidade de água e alimento. O animal fica muito pouco tempo em espaço restrito. O tempo da corrida em si é rápido, questão de segundos. Isso tudo é acompanhado de perto pelo juiz de bem-estar para atestar o manejo desses bovinos e saber se eles estão bem.

Hoje existe o protetor de cauda para evitar que se arranque e quebre o rabo dos bois. Há também a exigência de ter a chamada “cama de areia” em toda a área da pista de corrida com, no mínimo, 60 centímetros de altura para amortizar o tombo e evitar que ele se machuque.

A segurança dos vaqueiros também aumentou. São obrigatórios o uso de capacete, luva, perneira. Se não usarem, não correm. As esporas também foram modificadas e não podem ser mais as de sete pontas, mas as rosetas, que não ferem os animais.

Não podemos esquecer que a realização do evento em si é condicionada à autorização dos órgãos de defesa sanitária. Os fiscais, que são servidores públicos com formação em Medicina Veterinária ou Zootecnia, verificam a existência da anotação de responsabilidade técnica, ou seja, a existência do registro obrigatório de médico veterinário ou zootecnista responsável pelos animais do evento. O profissional deve estar presente em todo o planejamento e a operacionalização da competição, visando garantir o manejo adequado dos animais.

A rigorosa fiscalização sanitária confere a entrada dos animais por meio da guia de trânsito animal (GTA), obrigatória para movimentá-los de uma propriedade para outra; verifica a existência da “cama de areia” nas pistas, analisa os exames dos cavalos, verifica as vacinas, observa a alimentação e inspeciona os locais de atividade física dos animais para saber se estão devidamente sombreados e higienizados.

Defendemos o cumprimento do ordenamento jurídico brasileiro, que prevê a vaquejada legal por meio da EC nº 96/2017 e da Lei nº 13.364/2016. Apoiamos as competições que seguem as normas de bem-estar animal. O problema ainda são as pequenas vaquejadas, realizadas de forma clandestina e ao arrepio da lei. Essas, sim, devem ser cada vez mais fiscalizadas e, quando necessário, coibidas pelo Estado.

O papel do Conselho Federal de Medicina Veterinária é fiscalizar o exercício profissional da Medicina Veterinária e da Zootecnia. Tendo em vista a parte que nos cabe, regulamentar o que já está previsto na EC nº 96/20017 (art.225, §7º, da CF) é a melhor forma de garantir que as manifestações culturais ocorram sob o rigor da fiscalização e sejam, obrigatoriamente, supervisionadas por médicos veterinários ou zootecnistas, competentes para garantir o manejo adequado e o bem-estar dos animais envolvidos.

 

Conselho Federal de Medicina Veterinária

Padronização de formulários de atendimento veterinário

Ao constatar que a maioria dos Médicos Veterinários da área clínica não conhece as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) sobre a normatização de documentos que devem ser emitidos pelos serviços veterinários e que também não há, atualmente, um padrão de formulários relacionados a declarações, atestados, autorizações e/ou solicitações dos responsáveis pelos animais submetidos a procedimentos; o CRMV-PE destaca as normas contidas na Resolução Nº 1071, de 17 de novembro de 2014.

A ideia é que a Resolução sane a necessidade de padronização de documentos relacionados a procedimentos clínicos e cirúrgicos em serviços veterinários, considerando sempre que vacinação, fornecimento de carteira de vacinação, emissão de atestado sanitário, constatação e emissão de declaração de óbito são atividades exclusivas do médico veterinário.

Faça o download e confira na íntegra a Resolução Nº 1071

Downloads:

Modelo – Termo de autorização para exames

Modelo – Termo de autorização para internação e tratamento clínico ou cirúrgico

Modelo – Termo de autorização para procedimento cirúrgico

Modelo – Termo de autorização para procedimento terapêutico

Modelo – Termo de autorização para realização de procedimentos anestésicos

Modelo – Termo de consentimento para realização da eutanásia

Modelo – Termo de retirada de animal do serviço veterinário sem alta médica

CRMV-PE participa de simpósio sobre leishmaniose em Caruaru

Médica veterinária Janilene Oliveira. Foto Arnaldo Felix

Conscientes da importância do combate a leishmaniose visceral através do conhecimento da doença e como funcionam seus vetores de transmissão, a Prefeitura de Caruaru, através da Secretaria Municipal de Saúde, e com apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE), realizou, na última terça-feira (7), o I Simpósio Municipal de Leishmaniose Visceral – Desafios na Saúde Pública. No encontro, com palestras e debates, estiveram presentes representantes da Secretaria de Saúde de Caruaru, da Fiocruz, da Universidade Federal de Pernambuco e do CRMV-PE, representado pela médica veterinária Janilene Oliveira e Mirna Montezuma Machado, conselheira suplente da instituição.

A leishmaniose é uma das doenças infecciosas que mais afeta os cães no Brasil, com um considerável aumento no número de casos confirmados nos últimos anos. Antes, mais comum nas zonas rurais, a leishmaniose agora cresce em áreas urbanas, o que aumenta o risco de disseminação. A doença desperta ainda mais preocupação porque também é transmitida para humanos, já que apesar de não serem transmissores da leishmaniose, os cães infectados se tornam uma espécie de reservatório do parasita, repassando a doença. Um caso de saúde pública.

I Simpósio Municipal de Leishmaniose Visceral. Foto Arnaldo Felix

De acordo com um levantamento feito por Caruaru, em 2016, só no município, foram registrados seis casos da doença em humanos. O mesmo número registrado em 2017. Este ano, até o momento, há conhecimento de um.

“A população precisa saber que o tratamento da leishmaniose visceral não é feito em um mês. Um animal contaminado passa muito tempo sendo tratado e acompanhado de perto. O dono também precisa contribuir levando o pet sempre ao veterinário, para que o profissional possa dar continuidade ao tratamento e saber como a doença está evoluindo. São coisas que só podem ser feitas pelo veterinário, por mais nenhum outro profissional”, explica Mirna, alertando para a importância da situação. “O combate à doença deve ser uma ação conjunta. Os médicos veterinários devem ficar atentos, para diagnosticar com brevidade os casos, a população pode alertar as autoridades sobre áreas de foco, as entidades devem debater a questão de meio ambiente e questões legais, como o sacrifício ou não dos animais positivos… O controle passa por todos esses agentes”, conclui.

Paulo Florêncio, secretário geral de Vigilância em Saúde, também esteve no simpósio. Em relação aos animais contaminados, segundo ele, em 2017, dos 36 cães testados em Caruaru, 20 foram positivos para leishmaniose. Este ano, 22 animais já foram testados, sendo 14 deles positivos para a doença.

Médica veterinária Janilene Oliveira. Foto Arnaldo Felix

O simpósio acontece, coincidentemente, quando a leishmaniose visceral faz mais uma vítima fatal no Estado. E as indicações apontam que o contágio da vítima aconteceu justamente em Caruaru, nos arredores do Sítio Tabocas. O senhor, José de Paulo Pereira Filho, conhecido como Zé Brasil, estava internado há menos de um mês, sendo diagnosticado, inicialmente, com quadro de anemia. A confirmação de leishmaniose visceral apareceu em seguida.

Com a gravidade da situação e visando evitar novos casos, será realizada uma ação conjunta, esta semana, nas intermediações do Sítio Tabocas, entre agentes de endemia de Toritama, Secretária de Saúde de Caruaru e o Governo no Estado. A ideia é descontaminar a área e analisar os animais de rua da região.

O I Simpósio Municipal de Leishmaniose Visceral – Desafios na Saúde Pública faz parte de uma lei sancionada pela prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, e deve voltar a acontecer todos os anos, no mês de agosto. A ideia é promover discussões sobre o assunto para que mais medidas sejam tomadas visando sempre o combate ao vetor.

 

Mais sobre leishmaniose

 A leishmaniose é uma doença infecciosa causada pelo parasita “leishmania”. A transmissão se dá pela picada do mosquito flebótomo infectado, também conhecido como “mosquito palha”. O diagnóstico da doença é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose é a segunda doença causada por parasitas que mais mata no mundo, perdendo somente para a malária. A doença tem alto percentual de morte se não diagnosticada e tratada a tempo.

 

Veja aqui a matéria da Rede Globo (TV Asa Branca) sobre o assunto

Interiorização e valorização da profissão são pautas de plenária

Diretoria reunida para a plenária de julho

Na última quarta-feira (1º), a sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco reuniu o presidente, a diretoria e os conselheiros da instituição para a realização da plenária referente ao mês de julho. No encontro, conduzido pelo Dr. Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE, além dos assuntos que normalmente são discutidos, como aprovação de inscrições, cancelamentos e transferências de registros, de pessoas físicas e jurídicas, vários outros pontos importantes para o crescimento e valorização da profissão entraram em pauta.

Assim, na plenária foi decidido quem será o profissional agraciado, na edição 2018, pelo prêmio Prêmio José Wanderley Braga. Apesar de ter sido aprovado por unanimidade na reunião, o nome, que foi uma sugestão do presidente do CRMV-PE, ainda permanece em segredo. O prêmio será entregue oficialmente no dia 14 de setembro, durante solenidade.

Plenária de julho

O conselho ainda debateu a estruturação de uma campanha de valorização da profissão e o lançamento de um folder que aborda a importância do combate ao exercício ilegal da Medicina Veterinária. As ações serão amplamente divulgadas, em diferentes mídias, principalmente ao longo da Semana do Médico Veterinário.

Visando a interiorização do Conselho e a aproximação dos profissionais residentes em todo o Estado, também foi aprovada na reunião a realização de plenárias itinerantes. Inicialmente, serão realizadas duas por ano. “Queremos prestigiar o interior de Pernambuco e os seus profissionais. A ideia é realizar a plenária juntamente com um evento, onde promoveremos reuniões com os veterinários da região, cursos de RT e palestras técnicas para os profissionais”, explica o presidente Marcelo Teixeira.

Dr. Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE

Dentro do processo de interiorização, na programação deste ano, já estão previstos um curso de RT em Salgueiro, no mês de setembro; uma plenária com evento em outubro, na cidade de Petrolina; e mais uma plenária em novembro, com programação de cursos, em Garanhuns.

ABRAMVET abre edital de inscrição para membros titulares

A Academia Brasileira de Medicina Veterinária (ABRAMVET) está com o edital de inscrição aberto para o preenchimento de cinco vagas de Membros Titulares. Os interessados devem possuir cidadania brasileira, mínimo de 15 anos de graduação em Medicina Veterinária, registro no CRMV de sua jurisdição e currículo vitae resumido com as principais atividades exercidas ao longo da profissão. O período de inscrição vai até 30 de julho de 2018.

Os pedidos de inscrição acompanhados dos comprovantes devem ser entregues ou enviados via Correios para a sede da ABRAMVET, localizada à Avenida Presidente Vargas, 446, Grupo 1004, CEP: 20071-907, Centro, Rio de Janeiro – RJ, aos cuidados do secretário da ABRAMVET, Albino José Belotto.

Mais informações pelo telefone (21) 2516-0706.

Cral divulga Nota Técnica sobre a Lei Federal 13.680/2018

Caros colegas,

Confiram agora a Nota Técnica sobre a Lei 13.680/2018, que modifica a Lei 1283, de 18 de dezembro de 1950, que dispõe sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal.

As alterações propostas pela nova Lei Federal (13.680) entram em contrariedade com o interesse público; já que todo o sucesso da produção agropecuária brasileira está alicerçado na Lei nº 1283, que, apesar de antiga, continua eficiente na garantia da qualidade dos produtos de origem animal (POA); e ainda geram conflitos de cumprimento relacionados a exigências sanitárias e mudanças na estrutura da fiscalização dos produtos.

As alterações, entre outras coisas, particularizam cuidados importantes da regulamentação de produtos artesanais e geram consequências adversas em todo o complexo sanitário do setor primário e secundário do Brasil.

Assim, preocupados com a exposição da saúde pública e da segurança da agropecuária brasileira, a Comissão Regional de Alimentos (Cral) do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) tece considerações sobre as mudanças.

 

Confira o documento na íntegra aqui: Nota Técnica – Lei 13.680

 

 

Presidente do CRMV-PE realiza entrega de carteiras profissionais

Esta quarta-feira (18) foi dia de entrega de carteiras profissionais no CRMV-PE. O presidente do Conselho, o Dr. Marcelo Teixeira, foi o responsável pela solenidade. Na ocasião, os novos colegas ainda assistiram a uma palestra sobre os direitos, deveres e caminhos da profissão. A importância do combate ao exercício ilegal da Medicina Veterinária foi outro dos temas abordados!

Confira as fotos na nossa fanpage!

Sucesso total no I Congresso Regional de Zootecnia

Encerramento do I Congresso Regional de Zootecnia. Foto – Zootecnia É Dez/Bismark Passos

O I Congresso Regional de Zootecnia, coordenado pelo zootecnista e conselheiro titular do CRMV-PE, o professor Jorge Lucena, foi um sucesso. Realizado entre os dias 4 e 6 de julho, em Garanhuns, município do Agreste pernambucano a 230 km de distância do Recife, o evento recebeu mais de 400 inscritos. Com congressistas de mais de dez estados do Brasil, em três dias, foram promovidos três simpósios, oito minicursos, apresentação de aproximadamente 200 trabalhos acadêmicos na área e mais de 30 palestras com especialistas.

De acordo com Lucena, Garanhuns foi a cidade escolhida para sediar a primeira edição do evento por conta das mesmas características que fizeram com que a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), parceira do evento, estabelecesse no município, de forma inovadora, ainda em 2005, a primeira expansão universitária o País: a Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG). Entre essas características, a altitude de 896 e o clima ameno, onde estão inseridos os principais polos leiteiro e avícola de Pernambuco.

Diante deste cenário, o curso de Zootecnia, por seu potencial impacto positivo na economia e no desenvolvimento regional a partir da formação de profissionais qualificados para a produção animal, foi um dos primeiros cursos disponíveis na UAG, superando todas as expectativas iniciais.

Conscientes de que a Zootecnia é uma grande área de conhecimento, surge, com caráter bianual, o Congresso Regional de Zootecnia, que tem como público alvo estudantes da graduação e da pós-graduação, profissionais e produtores. “Tivemos o cuidado de contemplar na programação do evento as mais diversas áreas da produção animal, com palestras, minicursos, fórum de ensino e uma importante mostra científica, com premiação para os melhores trabalhos. Estamos muito satisfeitos com o resultado, foi um evento inesquecível. E agora é trabalhar para que o próximo seja ainda melhor”, diz Jorge Lucena.

Sabendo da importância desse tipo de encontro para o crescimento e reconhecimento do setor, o CRMV-PE, presidido pelo médico veterinário Marcelo Teixeira, foi um dos patrocinadores do evento. Marcelo, inclusive, marcou presença no Congresso, utilizando a oportunidade para ressaltar a importância da atuação dos zootécnicos no desempenho positivo da agropecuária brasileira, bem como outros setores, e apresentar as medidas e ações que o conselho pretende adotar, nesta gestão, para impulsionar o setor.

 

 

 

Começa o I Congresso Regional de Zootecnia de Pernambuco

Desta quarta (4) a sexta-feira (6), o município de Garanhuns recebe o I Congresso Regional de Zootecnia de Pernambuco, um evento que reúne palestrantes, estudantes e profissionais das diversas áreas da Zootecnia Moderna numa oportunidade única para compartilhar experiências e tendências sobre os atuais caminhos e interesse da profissão. O médico veterinário Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Pernambuco (CRMV-PE), uma das entidades apoiadoras do evento, e o conselheiro titular Jorge Lucena, zootecnista, estão entre os palestrantes do Congresso.

Na ocasião, Marcelo falará sobre a importância da atuação dos zootécnicos no desempenho positivo da agropecuária brasileira, já que são esses profissionais que garantem a sustentabilidade e a segurança alimentar, atuando em toda a cadeia produtiva, da nutrição e manejo à tecnologia de produtos, passando por administração e aprimoramento genético. Na palestra, ele também abordará as medidas e ações que o CRMV-PE pretende adotar, nesta gestão, para impulsionar o crescimento da profissão, garantindo o reconhecimento dos profissionais pela sociedade e mercado, ampliando as oportunidades de atuação e aproximando as duas classes representadas pelo conselho, médicos veterinários e zootecnistas.

Durante os três dias de evento, os participantes terão acesso a trabalhos científicos, mesas redondas, palestras, cursos e fóruns.

Mais informações: www.crzootecnia.com.br/

Mais ações do Conselho – O CRMV-PE lançará em breve uma campanha estadual de combate ao exercício ilegal da profissão. A ideia é coibir que pessoas não qualificadas ofereçam, realizem ou digam que realizam atividades privativas da Medicina Veterinária e/ou Zootecnia, o que é crime – podendo ser enquadrado como estelionato – e coloca em risco a saúde humana e animal. Apenas profissionais devidamente formados e credenciados ao CRMV podem exercer as prerrogativas da profissão, como realizar consultas, procedimentos cirúrgicos, vacinação, prescrição de medicamentos…

A prática é comum tanto na Região Metropolitana do Recife (RMR), como nas cidades do interior do Estado. Por isso, o objetivo do Conselho é intensificar a fiscalização em todas as regiões e incentivar que todos os cidadãos ajudem no controle e combate do exercício ilegal da veterinária e zootecnia, coletando provas e denunciando oficialmente os falsos profissionais.

Conselho em homenagem ao Dia do Médico Veterinário Militar

Foto: Ascom – CRMV/PE

O Médico Veterinário Marcelo Brasil, conselheiro titular do CRMV-PE, participou, na última quinta-feira (21), representando o presidente da instituição, o Dr. Marcelo Weinstein Teixeira, de uma formatura realizada pelo 4º Batalhão da Polícia do Exército de Pernambuco, o “Batalhão João Fernandes Vieira”, em homenagem ao Dia do Médico Veterinário Militar, comemorado nacionalmente em 17 de junho. A solenidade, presidida pelo Exmo. Sr. General de Divisão Luiz Antônio Duizit Brito, Comandante da 7ª Região Militar, ainda contou com a presença de veterinários e diversos comandantes de organizações militares.

A formatura presta uma homenagem ao patrono da data, o tenente-coronel médico João Muniz Barreto de Aragão, que prestou inestimáveis serviços à veterinária, ao exército e à nação brasileira, sendo dele os esforços iniciais para a formação dos primeiros quadros de veterinária do exército.

Foto: Reprodução / 4BPE

Após as primeiras homenagens, o General de Divisão Luiz Antônio Duizit Brito, em seu discurso, destacou a importância da atuação dos Médicos Veterinários dentro do Exército Brasileiro, já que são esses profissionais que garantem a biossegurança dos quartéis e das operações, atuam no controle das zoonoses e na preservação ambiental, além de estarem sempre zelando pela saúde e bem-estar dos animais que participam das missões militares e também das tropas, inspecionando a qualidade da água e dos alimentos consumidos, mostrando o quanto todas essas atividades estão atreladas e são importantes. Não há uma divisão definida entre saúde humana e animal, trata-se de saúde única.

Foto: Reprodução / 4BPE

Um trabalho fundamental, como o exercido pela 1ª tenente Renata Guariento, Médica Veterinária do Batalhão João Fernandes Vieira, que atua como chefe da seção de cães de guerra, realizando treinamento de faro, guarda e proteção com os cães para eles possam atuar nas atividades do exército.

“Sinto-me inspirado e fortalecido pelo entusiasmo demonstrado pelos Médicos Veterinários do Exército Brasileiro e também pelos resultados que esses profissionais vêm alcançando. Em nome do CRMV-PE, só podemos parabenizá-los e desejar ainda mais disposição rumo ao engrandecimento da Medicina Veterinária a serviço da nação”, diz o conselheiro Marcelo Brasil.