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CRMV-PE promove seminário gratuito sobre esporotricose

Consciente da problemática atual da esporotricose em Pernambuco e, de forma geral, no Brasil, a Comissão de Saúde Pública do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) promove na próxima quarta-feira (25) um seminário sobre a doença, uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii que pode atingir humanos e animais. O evento, que será gratuito e voltado para profissionais da medicina veterinária e da zootecnia, acontece das 18h às 22h, na sede do Conselho, trazendo como palestrantes o Dr. Francisco Duarte, a Dra. Geane Oliveira e a Dra. Edna Michelly. A ideia é abordar pontos importantes para o combate da zoonose no Estado e abrir o seminário para perguntas do público.

Com vagas limitadas, para 100 pessoas, é necessário que os interessados façam inscrição através do email ascom@crmvpe.org.br ou pelo telefone 81.3797.2510 (falar com Mirian Castro), informando nome completo, número de registro no CRMV-PE, número de telefone e endereço de email.

A ação, que faz parte dos projetos educativos de capacitação profissional promovidos pelo CRMV-PE, é coordenada pela comissão de Saúde Pública, presidida pelo Médico Veterinário Amaro Fábio de Souza, e conta com a participação das comissões de Ética, Bio-Ética e Bem-Estar Animal e de Clínicos do Médico Veterinário.

Em sua palestra, o Dr. Francisco Duarte, coordenador estadual de zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, falará sobre os aspectos epidemiológicos da esporotricose em Pernambuco; já a Dra. Geane Oliveira, coordenadora de diagnóstico de zoonoses e outras endemias do Labend, abordará os desafios para a vigilância da esporotricose. A Dra. Edna Michelly, professora de clínica médica de felinos e caninos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), explicará os aspectos clínicos e terapêuticos da esporotricose felina e canina.

Saiba mais sobre a esporotricose – Os médicos veterinários pernambucanos estão em alerta. Isso porque nos últimos dois anos, houve um aumento significativo dos casos de esporotricose transmitida por gatos infectados para humanos no Estado. E se antes o foco do problema estava concentrado no litoral, hoje já há disseminação da doença pelas cidades do interior. Uma situação de saúde pública que merece atenção imediata, pois é real o risco do problema se transformar em uma epidemia zoonótica, como aconteceu com o Rio de Janeiro entre 1998 e 2004, quando foram diagnosticados 1503 gatos, 64 cachorros e 759 humanos com esporotricose.

Vale ressaltar que a esporotricose não é uma doença nova. Trata-se de um fungo presente no solo, vegetais e em madeiras que sempre existiu, principalmente em regiões tropicais, e que pode atingir tanto humanos quanto animais durante atividades que envolvam a manipulação ou o contato (muitas vezes acidental) com o local contaminado. No entanto, o que chama atenção no momento é que o fungo causador da doença, o Sporothrix Schenckii, passou por uma modificação, se adaptando às condições do corpo dos animais infectados e tornando-os um reservatório da doença. Assim, o contagio de humanos através de arranhaduras e mordeduras de gatos contaminados se tornou uma realidade alarmante. Cachorros também podem ter e transmitir a doença, mas há uma incidência maior de casos entre os felinos. A preocupação com o problema só aumenta quando se leva em consideração a quantidade de animais abandonados pelas ruas do Recife, que podem adoecer e infectar o local, outros animais e seres humanos.

A doença pode se manifestar de forma subaguda ou crônica, esta última representando a maioria dos casos. Normalmente, a infecção é benigna e se limita apenas à pele, mas há casos em que ela se espalha através da corrente sanguínea e atinge os ossos e órgãos internos. Os sintomas variam de acordo com a forma como ela de manifesta.

Felizmente há formas de tratamento e a cura é uma possibilidade real, tanto para humanos quanto para animais. Mas, para que o controle de fato aconteça, é necessário que aja diagnósticos e controle dos animais infectados em todo o Estado. Uma tarefa que exige atenção e esforço de várias frentes.